Resumo Este estudo propôs em seu delineamento uma investigação sobre percepção de peso e sua associação quanto ao movimento muscular (Dinâmico) em relação ao não-movimento (Estático) e na visualização (sem barreira) ou não-visualização (com barreira) em estímulos padronizados em textura, cor e volume, diferenciados em sua massa. Dois tipos de espaçamentos foram formados de 2g … Continue reading A influência do movimento e da visão na percepção de peso com indivíduos videntes e videntes vendados
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A influência do movimento e da visão na percepção de peso com indivíduos videntes e videntes vendados

Resumo

Este estudo propôs em seu delineamento uma investigação sobre percepção de peso e sua associação quanto ao movimento muscular (Dinâmico) em relação ao não-movimento (Estático) e na visualização (sem barreira) ou não-visualização (com barreira) em estímulos padronizados em textura, cor e volume, diferenciados em sua massa. Dois tipos de espaçamentos foram formados de 2g e 5g.

Os resultados apontaram para um julgamento mais fidedigno quando os sujeitos “sem barreira”perceberam os estímulos em relação aos sujeitos”com barreira”, assim como, sujeitos foram mais confiáveis nos julgamentos “Dinâmicos”, que nos julgamentos “Estáticos”mostrando que há uma interferência quanto a visualização e o movimento muscular.

Quanto aos espaçamentos apresentados, sujeitos foram mais confiáveis quando o espaçamento era de 2g em relação ao espaçamento de 5g.

Palavras-chave: Sistema háptico, percepção de peso, Fração de Weber

Abstract

This study was designed to investigate weight perception and its relation with movement (dynamic and static) and the effect of visualization of stimuli (no barrier or with barrier), in standardized stimuli in texture, color and volume, differentiated in its mass. Two types of spaces were formed of 2 g and 5 g.

The results pointed to a more reliable judgment when the subject “without barrier” observed the stimuli in relation to subject “with” barrier, as well as, subjects were more reliable in trials “Dynamic”, that in trials “Static” showing that there is an interference of visualization and muscle movement.

As for the spaces presented, subjects were more reliable when the spacing was 2 g in relation to spacing of 5 g.

Keywords: Haptic perception; weight perception; visual illusion.

I Introdução

Considerando que a percepção é o reconhecimento dos estímulos apresentados no ambiente e partindo da premissa de que o homem é capaz de julgar esses estímulos (em média com confiabilidade), podemos afirmar que a psicofísica coloca-se na posição de intermediar o que é percebido, utilizando as condições físicas dos sujeitos observados e as relações psicológicas.

Nesse sentido, Fukusima (1999) ensina que a psicofísica utiliza as ferramentas necessárias para mensurar atributos sensoriais como tato, audição, visão e outros.

Desde o século XIX, muitos estudos têm sido somados para uma melhor compreensão de que os caminhos da psicofísica colaboram para o entendimento da associação do físico com o psicológico.

Um dos mais conhecidos trabalhos que foram realizados na discriminação de peso estão relacionados ao físico alemão Ernest Heinrich Weber.

Segundo Weber O peso dos objetos é percebido de duas formas: primeiro, pelo senso de tato da pele, e então pelo senso especial dos músculos voluntários. O último senso nos diz o grau de tensão do músculo quando levanta pesos e outros objetos.

Estes dois métodos de exploração dos pesos de objetos são muito diferentes: o método formado depende do objetivo da sensação do tato, enquanto o último depende da sensação subjetiva da cinestesia muscular. Assume-se, com certeza, o que nós chamamos uma sensação “objetiva” quando usamos nossos órgãos para perceber objetos que tem uma certa pressão e estes produzem algum efeito; e chamamos “subjetiva” quando percebemos apenas os efeitos dos objetos e não os objetos em si.

Para determinar o quanto a percepção de peso depende mais do tato ou da sensação muscular, e quanto partes da sensação de tato é usada, os experimentos precisam ser bem elaborados para que apenas os organismos tocados, e não os músculos, sejam utilizados.

Desta forma, ao realizarmos os experimentos neste presente estudo, dois procedimentos foram utilizados: (1) julgamento com a participação muscular, o qual foi denominado “movimento Dinâmico”, que Weber destacou como cinestesia muscular; e (2) julgamento sem a participação muscular, denominado “Estático“ (Ross & Murray, 1996).

Há quarto aspectos mais importantes dos objetos que nós descobrimos no tato:

  1. A força na qual eles resistem aos nossos órgãos;
  2. A sua forma e a forma do espaço entre eles;
  3. A força com a qual eles pressionam os nossos órgãos, e especialmente o seu peso;
  4. A sua temperatura, sendo quente ou frio.

Está estabelecido que a tensão tátil é excelente em qualquer método usado para descobrir a forma de um objeto, a forma da superfície das suas partes individuais, e a forma do espaço separando os objetos (isto é, a distância entre eles): de qualquer maneira, é considerado boa na variação da acurácia destes julgamentos, o que é dado pela diversidade do órgão tocado (…)” (Ross & Murray, 1996).

Weber (1829-1834) sumariou, as principais questões que precisavam urgentemente de respostas mais completas e satisfatórias quanto à relação entre o peso e movimento: os diferentes órgãos percebem o peso da mesma maneira? Há diferença de percepção quando está envolvida a participação muscular? Qual é a diferença de peso que pode ser minimamente percebida? Entre seus resultados, mais especificamente a percepção de peso, foi encontrada que a participação muscular levava a uma maior acurácia.

A essas perguntas acrescentamos:

Uma vez que a literatura tem apontado para a existência de evidências de que há ilusão peso-tamanho interfere na pesagem, estaria a fração de Weber (1829-1834), encontrada para estimação de peso estático, superestimada? Como ficaria a fração de Weber (1829-1834) para percepção de peso através de movimento dinâmico ou estático, se adicionarmos uma barreira visual?

Tal barreira visual trará alguma mudança?

Para responder a estas perguntas, estudamos uma das modalidades mais presentes na vida moderna de qualquer indivíduo: a percepção de peso.

Sob este aspecto, foi delineado este trabalho envolvendo percepção de peso através de movimento dinâmico (quando há participação muscular), ou estático (sem esta participação), utilizando barreira visual ou sem barreira visual, e a colocação de peso sobre as mãos.

Quando se fala de percepção (como peso), é necessário diferir sensação de percepção. Sensações podem ser definidas como processos passivos para levar informação do mundo exterior para o corpo e para o cérebro. É considerado passivo em termos de que não temos de fazer um engajamento consciente no processo de sentir. Percepções podem ser definidas como processos ativos de seleção, organização e interpretação das informações levadas pelo cérebro no processo de sentir (Freedheim & Weiner, 2003).

O tato é sentido pela pele em todo o corpo, permitindo reconhecer a presença, forma e tamanho de objetos em contato com o corpo e também sua temperatura. É também importante para o posicionamento do corpo e a proteção física, entretanto não é distribuído uniformemente pelo corpo. Os dedos da mão possuem uma discriminação muito maior que as demais partes, enquanto algumas partes são mais sensíveis a outros estímulos, como por exemplo ao calor. O tato é dito passivo quando o observador não faz movimentos voluntários e a informação é imposta a um indivíduo com a mão estacionária. Já o tato é ativo quando os sujeitos fazem movimentos propositais para a obtenção de informações sobre o mundo e leva a uma captura superior da informação (Warren ET AL 2011), (Gibson, 1962).

É freqüente, na pesquisa com percepção tátil, o uso de tarefas com ou sem movimento muscular. Quando não há movimento, os sujeitos observam os estímulos depositados nas palmas de suas mãos ou em seus dedos, não operando propositadamente sobre o estímulo, que em nosso estudo foi chamado de estático. Já quando é pedido ao sujeito averiguar hapticamente o objeto através de movimentação (pegar, levantar, explorar ativamente) foi denominado movimento dinâmico (Lima, 2001), (Lima 1998).

Segundo Lima (2001), a pequena acuidade espacial da ponta dos dedos faz com que o tato seja mais lento no reconhecimento de certas configurações, comparativamente com a visão. Desta forma, em nosso estudo, a percepção de peso foi realizada na palma das mãos em que o sujeito da pesquisa não teria que capturar propriedades do estímulo a não ser quanto à diferença ou não da massa dos estímulos comparados.

Segundo (Williamset AL, (2006), o princípio do uso funcional das extremidades superiores é de alcançar e manipular objetos. Neste sentido, a mão é considerada efetora para ambos os sistemas motor e sensorial (Lederman & Klatzky, 1997). Quando a mão age como uma efetora, a manipulação pode ser usada para executar uma tarefa física. Como receptora, a mão opera como uma unidade perceptual usando a manipulação para explorar um objeto em suas propriedades, como o seu peso (Williams et al., 2006).

Sensação dinâmica envolve ações propositais das mãos durante o contato com um objeto, com a finalidade de percepção sensorial. Os movimentos selecionados aperfeiçoam os receptores pertinentes para explorar o objeto, incluindo as suas características tais como forma, peso, textura, superfície e temperatura. Durante o levantamento do objeto, o peso e textura, em particular, influenciam as forças de aperto e levantamento de carga (Williams et al., 2006).

Os receptores hápticos incluem receptores de pele, que entram em contato direto com objetos; como também proprioceptores encontrados na pele, músculos, tendões, e juntas que são ativadas (Klatzky & Lederman, 1999). Assim, durante exploração manual e sensação ativa, são as contribuições de receptores cutâneos e proprioceptivos que interagem como um funcional e único sistema perceptural (Loomis & Lederman, 1986; Schiffman, 2001; (Voisin ET al 2002). Segundo (Williams et al. 2006), o movimento de levantamento é um procedimento exploratório usado para percepção do peso de objeto.

Para (Hearnshaw 1987), o problema de quantificar as sensações tem sido infinitamente discutido pelos psicólogos por mais de um século sem se chegar a um acordo. Verificamos que, para alguns estímulos, os níveis de percepção estão em níveis considerados aceitáveis, tais como percepção a som, odor, luz, choque (Teghtsoonian 1971), não passando de 10% Tais valores chamam mais atenção, pois têm uma condição melhor de acurácia na resposta, principalmente quando o sistema muscular de braços e antebraços é utilizado (Turvey ET AL 1992). Entretanto, quando isto não acontece, isto é, quando os músculos ficam imóveis, a mensuração de estímulos apresenta uma acurácia significantemente menor. Devem, portanto, existir diferenças perceptíveis nestas duas formas de mensurar estímulos, mas o intrigante é a grande diferença perceptível, entre o movimento dinâmico e o estático.

Devemos lembrar as seguintes considerações quando analisamos a percepção de peso:

[…] Ações diárias como transportar ou levantar objetos de dimensões e pesos diferentes implicam em inúmeras experiências entre o corpo em movimento, forças gravitacionais, atrito e propriedades físicas dos objetos. Esta interação à qual estamos acostumados é o resultado de uma série de contrações musculares que garantem níveis posturais variados concomitantes com tarefas específicas. Essa rotina de forças nos dá experiências que permitem perceber se uma cadeira é mais pesada do que uma mesa ou vice-versa. Ou seja, nós, seres humanos, podemos realizar medidas bastante “calibradas” em torno das forças resultantes de ações que realizamos no nosso dia-a-dia.

Segundo (Shockley ET AL 2004), o peso percebido tem há muito ocupado uma posição importante na psicologia experimental, a superioridade de movimento aponta para o envolvimento de mecanorreceptores embebidos em músculos e nas junções dos músculos com os tendões. Esta função coletiva de percepção desses mecanorreceptores foi denominada como sensação muscular por (Bell 1926), e por toque dinâmico por Gibson (1966).

Estes fatos foram utilizados para entender a relação entre corpo e mente (como, por exemplo, a importância da densidade de fibras nervosas para o peso percebido). Além disso, a influência da atividade da percepção foi apresentada através das diferenças entre levantamentos de objetos simultâneos e sucessivos e as vantagens de percepção de peso ativa x percepção de peso passiva. Enfim, e mais importante, a demonstração da Lei de Weber (1829-1834) era primeiramente realizada através de dados de discriminação de peso.

Na continuação dos estudos de peso, Harper e Stevens (1948) realizaram um experimento designado para ilustrar a construção que satisfizesse os critérios de uma escala de uma magnitude psicológica para o peso subjetivo. Foi verificado que o tamanho subjetivo dos julgamentos para peso não era igual, sendo que a magnitude dos julgamentos aumentou rapidamente quando o peso físico era aumentado.

A percepção de peso é um fator vital, não apenas quando atende a levantar ou manipular objetos, mas também quando o peso de objetos está sendo comparado. Como resultado, inúmeros trabalhos têm sido feitos para definir a função da percepção de peso (Stevens & Galanter; 1957),(Jones 1986), (Amazeen & Turvey 1996), (Ellis & Lederman 1993).

Para Amazeen e Turvey (1996), muito do trabalho de Weber (1829-1834) sobre o senso de tato estava focado a determinar as propriedades relevantes do estímulo. Portanto, haveria quatro propriedades sentidas pelo tato, duas das quais relacionadas com a percepção de peso, chamadas (1) pressão exercida na pele e (2) forças resistentes atuantes no objeto, como as usadas em levantamento ou manuseio do peso. Foi assumido que, devido ao fato da pressão estar diretamente relacionada à massa do objeto, o peso percebido era uma função do senso cutâneo de pressão.

Weber foi capaz de observar também com a aplicação de sua formula matemática vários julgamentos das diversas modalidades sensoriais, verificando que para cada atributo, havia um valor diferente, semelhante a uma impressão digital, sendo em algumas o valor encontrado pareceu ser compatível à importância vital, isto é, por exemplo, para choque, o valor encontrado (0,001 aproximadamente), mostrava que era necessária uma resposta rápida, pois, o choque, dependendo de sua intensidade, pode ser letal a condição humana (Teghtsoonian; 1971), com isso, Weber verificou que o valor encontrado de K (mais tarde chamado de fração de Weber ou constante de Weber por Fechiner), era inversamente proporcional à resposta do sujeito, isto é, quanto menor a fração de Weber, mais rápida a resposta do sujeito e maior à intensidade do estímulo. No entanto, quanto à percepção de peso, o valor encontrado por Weber para o envolvimento muscular e o não envolvimento, mostrou-se muito discrepantes (k=0,02 e k=0,25) respectivamente, o que nos motivou a buscar valores que em média pudessem ser menores entre si.

O que é “mais pesado”, 1kg de chumbo ou 1kg de pena?

Uma brincadeira freqüente na juventude era a pergunta acima citada, e a confusão poderia iniciar-se se não fosse o intuito de confundir a resposta dada, ”geralmente” visualizamos a comparação entre o chumbo e as penas e concluímos que o volume das penas são muito maiores comparadas ao chumbo e “geralmente” respondemos erradamente, isso se deve às propriedades intrínsecas como tamanho, massa e densidade de cada objeto.

Charpentier (1981), em seus estudos observou a relação do tamanho e do peso dos estímulos utilizados nos julgamentos de peso o relacionando a densidade, com isso, concluiu que para julgamentos de peso especificamente, o tamanho do estímulo não pode ser uma variável, pois implicaria diretamente no julgamento, com isso, criou uma teoria, conhecida como “Ilusão peso-tamanho de Charpentier”. Kawai (2002),, em seus experimentos, observou a importância da densidade no julgamento de peso tentando excluir a condição da ilusão peso-tamanho, relatada por Charpentier em 1891, concluindo que por mais insignificante que pudesse ser, a forma primária de observação quanto ao julgamento de peso, sempre era a busca as diferenças quanto ao tamanho do estímulo, mesmo quando os sujeitos eram vendados, diferentemente dos sujeitos investigados por Charpentier (1981), em que os sujeitos observavam visualmente os estímulos. Com isso reforçamos a condição de uma busca mais adequada quanto ao emprego do estímulo utilizado para o julgamento de peso em nossos estudos, o que nos motivou a buscarmos estímulos de igual densidade, tamanho, forma, textura e cor, impossibilitando vieses no julgamento de percepção de peso.

II Objetivos

Com base nos estudos de Weber, verificaremos se os valores encontrados quanto ao envolvimento muscular (Dinâmico) ou não-movimento (Estático) da fração de Weber podem ser corroborados em nossos estudos, também, verificaremos se a visualização dos estímulos e a não visualização (aplicação de uma barreira visual), pode interferir no julgamento quanto a percepção de peso citados na ilusão peso/tamanho de Charpentier e por fim, analisaremos os julgamentos com dois espaçamentos (2g e 5g), para tanto, utilizaremos o método dos estímulos constantes e escala de categoria para observarmos as respostas

III Materiais e métodos

Submetido e aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e os sujeitos foram ingênuos quanto ao propósito do estudo, utilizamos 72 sujeitos.

Para nosso estudo utilizamos dois tipos de espaçamento para aplicarmos no método dos estímulos constantes sendo eles:

Estímulos com espaçamento de 2g que eram compostos de 11 estímulos sendo o menos pesado de 90g e o mais pesado de 110g, com variação entre eles de 2g; estímulos de 5g, sendo o menos pesado 75g e o mais pesado 125g, com variação entre eles de 5g, tanto para os estímulos com espaçamento de 2g, quantos estímulos de 5g, utilizamos como “estímulo padrão” o estímulo de 100g, já que o método dos estímulos constantes faz os julgamentos de peso de forma comparada a um estímulo chamado de “padrão” e variando com outros estímulos de forma aleatória chamada de “estímulo de comparação”.

Para o julgamento da resposta, utilizamos uma escala de categoria em que o sujeito pesquisado perceberia o estímulo padrão tendo um intervalo de 15s para calibragem, seguido do estímulo a ser julgado e assim responderia se em relação ao estímulo padrão o estímulo comparado é “menos pesado”, “igual peso” ou “mais pesado”, ao estímulo padrão. A cada intervalo de 11 apresentações dos estímulos (série), o estímulo padrão iniciaria na mão contraria da inicial da série anterior e subseqüente nas 15 séries a cada sujeito pesquisado.

Para que pudéssemos ter os valores quanto à magnitude dos estímulos que empregamos em nosso estudo, introduzimos nos estímulos areia retirando a umidade em estufa a 90 graus centígrados colocando em saquinhos plásticos e envolvemos com algodão para que tivéssemos uma distribuição homogênea por todo o estímulo, com isso, não teríamos a variável do deslocamento da distribuição da massa no estímulo. Desta forma, com o controle total das variáveis que poderiam interferir especificamente no julgamento de peso, buscamos a forma que aplicaríamos o julgamento quanto ao peso e verificamos na psicofísica que o método dos estímulos constantes estaria de acordo com as propostas do estudo utilizando na resposta do julgamento uma escala de categoria

Utilizamos também, uma mesa e duas cadeiras de forma que os sujeitos pesquisados ficaram frente ao experimentador e por fim, para investigarmos o comprometimento visual na percepção de peso, colocamos um impedimento visual formado por tecido denso de difícil visualização e com dois orifícios frontais parecidos com mangas longas de camisas entre os sujeitos pesquisados e os estímulos na condição de não-visualização (barreira). Delineamos para obtermos os resultados quatro grupos distintos sendo:

  • 18 sujeitos para Condição dinâmica e barreira
  • 18 sujeitos para condição estática e sem barreira
  • 18 sujeitos para condição dinâmica e sem barreira
  • 18 sujeitos para condição estática e com barreira

Adotamos “condição dinâmica” a forma pelo qual os sujeitos foram designados a manipularem os estímulos apresentados, flexionando obrigatoriamente seus antebraços de forma a buscarem uma calibragem e uma acurácia mais significativa do julgamento de peso.

A “condição estática”, foi a maneira pelo qual os sujeitos não puderam flexionar seus antebraços, apenas percebendo os estímulos depositados sobre a palma de suas mãos abertas.

No final de cada experimento, cada sujeito julgou de forma aleatória todos os estímulos tanto de 2g quanto de 5g, em 15 séries para cada espaçamento sendo em sua totalidade 330 estímulos apresentados e julgados.

Com os dados coletados, foram necessários alguns cálculos psicofísicos para extrairmos a “fração de Weber” para a estatística necessária, empregamos para tanto, excel 2003, analise de variância com probabilidade de 5% e o programa estatístico NTIA         desenvolvido pela Embrapa.

IV Resultados e discussão

– Fração de Weber (variável K)

Com base nos resultados obtidos na análise de variância para a variável K, todos os fatores estudados (barreira, movimento e espaçamento) apresentaram efeitos muito significativos (ao nível de 1% de probabilidade pelo teste F) sobre a percepção dos sujeitos estudados.

Na Tabela 1 são apresentadas as comparações de médias para os níveis dos fatores isoladamente. Os sujeitos que foram submetidos ao teste com barreira apresentaram maior percepção que os submetidos ao mesmo teste sem barreira, bem como quando os sujeitos realizaram o teste com o espaçamento de 2g apresentaram maior percepção que quando utilizaram espaçamento de 5g.

ModalidadesFração de Weber
Movimento dinâmico0,0617
Movimento estático0,0966
Com barreira0,0865
Sem barreira0,0719
Espaçamento de 2G0,0639
Espaçamento de 5G0,0945

Tabela 1 – Comparação para a fração de Weber (K) para os fatores barreira, movimento e espaçamento.

Observamos que os sujeitos submetidos ao teste com movimento apresentaram percepção maior do que os submetidos ao mesmo teste sem movimento, assim como foi melhor percebido os estímulos de 2g comparados aos estímulos de 5g (gráficos 1 e 2).

Figura 1: Gráfico dos valores médios da fração de Weber (k) nos julgamentos de peso na ausência de movimento (estático), ou com movimento (dinâmico).

Quanto ao movimento e à Fração de Weber, temos, entre as explicações para a participação muscular na discriminação de peso, Turvey et al (1999), que utilizaram as considerações de Gibson (1979), segundo o qual as propriedades físicas dos objetos estão relacionadas à chamada disposição do objeto.

A disposição do objeto na verdade corresponde às suas propriedades objetivas reais e físicas, que vão dar as diretrizes do comportamento do sujeito considerado em manipulá-lo. A partir disso, Turvey et al (1999) consideraram uma terceira hipótese, e excluíram as outras. Nesta nova hipótese, a percepção háptica de peso recorre à propriedade do objeto para um estado mental derivado. O peso é de fato considerado como um objeto, e a sua disposição confunde a percepção humana do peso de um objeto. Desta maneira, as bases físicas para a percepção háptica de peso apresentam considerações necessárias correlacionadas com o tensor de inércia do objeto (anteriormente descrita por Amazeen, & Turvey, 1996) e às forças requeridas para movimentá-lo; cotidianamente, interações com os objetos provocam forças e torques em direções e velocidades particulares; que levam em conta as resistências de qualquer determinado objeto para translação e rotação, gerando nos músculos estados elásticos que movem um objeto do modo desejado, de uma forma e uma maneira que satisfaçam estas exigências.

Uma das questões levantadas pelo nosso trabalho refere-se à variável k (fração de Weber). Weber em seus trabalhos de discriminação entre objetos encontrou uma relação constante simples: a diferença apenas percebida (dap), a qual distinguia objeto de comparação de um objeto padrão (Turvey et al., 1999). De acordo com Weber, não percebemos uma diferença entre pesos pelo toque a menos que um seja maior do que o outro; no mínimo a décima quinta ou trigésima parte (Ross & Di Lollo, 1970).

Para satisfazer o objetivo de verificar a “diferença apenas percebida” (dap), e se esta estava de acordo com o postulado por Weber, realizamos experimentos com espaçamentos de 5g e de 2g correspondentes à vigésima e qüinquagésima parte, respectivamente. De acordo com a literatura, era esperado que os indivíduos não conseguissem discriminar o peso com a diferença de 2g.

Entretanto, por meio dos nossos resultados (tabela 1), foi verificado que os participantes conseguiam perceber o peso com uma diferença de 2g, Mais do que isso, observa-se ao analisar o espaçamento de 2g, uma maior percepção do que quando utilizaram espaçamento de 5g (figura 2 e 3).

Figura 2: Freqüência das respostas para espaçamento de 5g.

Figura 3: Freqüência das respostas para espaçamento de 2g.

Entendemos que muitas questões teóricas ainda podem surgir a partir destes resultados, tais como: por que a fração de Weber é maior para 5g do que para 2g e, portanto, não foi uma constante como era de se esperar?

Uma explicação para tal fato decorre de que quando os participantes percebiam inicialmente estímulos com 5g, poderiam calibrar subjetivamente um nível perceptivo mais elevado, do que quando na seqüência eles eram submetidos a perceber estímulos de 2g. Esta diferença pode ter sido significativa para que os sujeitos percebessem melhor os estímulos com espaçamento de 2g.

Efeitos da barreira visual

Quando abrimos os olhos, cores e objetos são visualizados sem aparente esforço. Os antigos gregos foram os primeiros a considerar seriamente a percepção e verificaram que os olhos não veriam e os ouvidos não ouviriam sem representações internas cerebrais (Gregory, 1981).

Para James et al. (2001) a visão é a modalidade sensorial primária utilizada por humanos e outros primatas no reconhecimento de um objeto, embora sejamos capazes de discriminar forma, textura e outras características através da sensação do tato.

Segundo Lederman e Taylor (1969), a visão e o toque ativo têm características similares de percepção, embora o tato leve a mais erros do que a visão.

Assim, a correlação entre o peso real e o peso percebido é muito mais intrigante do que a função psicofísica faz parecer. Um sujeito apresentado a objetos com exatamente o mesmo peso, mas de volumes diferentes, percebe o peso declinar com o aumento do volume. A visualização dos objetos interfere na percepção háptica de peso (Turvey et al., 1999). A percepção visual pode influenciar a discriminação de peso, e é conhecida como ilusão peso-tamanho de Charpentier e é utilizada em muito trabalhos relacionados (Warren & Warren 1956; Ross & Di Lollo 1970; Jones, 1986; Amazeen, & Turvey, 1996; Turvey et al., 1999; Kawai, 2002a). A hipótese tradicional preconiza que o peso é percebido como estados mentais correspondendo ao peso e ao tamanho do objeto (Turvey et al., 1999).

Segundo Jones (1986), a pesagem do objeto não se refere apenas ao peso do objeto em si.

Kawai (2002b) realizou experimentos para testar a ilusão peso-tamanho que ocorre naturalmente. Em seus experimentos, ele verificou as contribuições do peso do objeto, seu tamanho háptico, e densidade para a percepção acurada de peso ou leveza nos processos de discriminação de diferenças de peso em pares de cubos com conflitos de sugestão, como aquele resultante da ilusão peso-tamanho. Para tanto, para quinze indivíduos com visão bloqueada era permitido agarrarem os cubos com as suas pontas dos dedos. Os dados obtidos do seu trabalho sugeriam que dois recursos diferentes, o peso e a informação da densidade, contribuíam ambos para a percepção de leveza. Assim, muito embora evidências a respeito da integração entre tamanho e peso por circuitos neurais do sistema nervoso central sejam raras, uma pessoa pode perceber a leveza com base de relações muito bem reguladas entre mudanças na densidade, tamanho e peso.

Para analisar tal condição, o experimento foi delineado de forma que os objetos comparados diferiam apenas em relação ao peso, e eram idênticos em tamanho, textura, densidade, cor, e etc. Então, enquanto um grupo de sujeitos era colocado em frente a uma barreira e não podiam visualizar os estímulos, outro grupo era apresentado a objetos exatamente iguais.

Este procedimento foi imaginado desta forma, pois queríamos verificar se realmente a percepção visual interfere no julgamento, e ainda se isto era devido apenas à ilusão peso-tamanho. Com a utilização de estímulos exatamente iguais em relação à cor, temperatura, volume e densidade, espera-se que a condição de ilusão peso-tamanho não ocorra. Mais ainda, se puramente a percepção visual tem papel na percepção dos objetos, deve existir uma diferença na discriminação quando se julgam objetos com ou sem barreira.

De acordo com Westwood e Goodale (2003), as características do objeto (como forma e orientação) são importantes tanto para o seu reconhecimento, quanto para a sua identificação, mas são também controlados por ações manuais. Existem evidências que sugerem uma dissociação no domínio háptico. Estes autores demonstraram que uma variação háptica da ilusão peso-tamanho influencia o tamanho percebido de um objeto alvo, mas não o grau com o qual a mão é aberta no movimento de segurar o objeto alvo. Isto demonstra que a ilusão peso-tamanho interfere também na discriminação de tamanho de um objeto, mas não na quantidade de movimento requerida para segurá-lo.

Ainda mais, para estes autores, os achados encontrados nos seus experimentos sugerem que dissociações entre ação e percepção não são dadas apenas pelo sistema visual, mas podem refletir um princípio referente à organização do processamento sensorial.

Como os estímulos eram apresentados exatamente da mesma maneira, a ocorrência da ilusão peso-tamanho não era esperada. Nos dados encontrados os participantes que foram submetidos ao teste sem barreira apresentaram maior percepção que os submetidos ao mesmo teste com barreira. À primeira vista, estes dados estão de acordo com a literatura, revelando que a condição visual influencia o julgamento de peso (Warren & Warren 1956; Ross & Di Lollo 1970; Jones, 1986; Amazeen, & Turvey, 1996; Turvey et al., 1999; Kawai, 2002a). De fato os dados obtidos corroboram o fator da ilusão peso-tamanho interferindo na percepção do peso, pois a percepção visual de estímulos morfologicamente iguais e com mesma densidade aumenta a percepção.

V Conclusões

Os resultados dos experimentos permitem afirmar que:

  1. A “diferença apenas percebida” (dap), não está de acordo com a fração de Weber, postulada em artigos encontrados na literatura;
  2. O espaçamento de 5g tem uma fração de Weber maior do que a 2g;
  3. A fração de Weber encontrada para ausência de movimento é menor do que aquela postulada por Weber;
  4. A participação muscular leva a uma maior percepção de peso por parte dos sujeitos pesquisados comparados aos sujeitos sem envolvimento muscular.
  5. A presença de barreira visual leva a uma menor percepção do peso comparado a ausência da barreira visual.

Além disso, mesmo um espaçamento de peso de 2g é suficiente para ser percebido. É evidente que muitas questões teóricas ainda podem surgir a partir destes resultados, tais como: por que a fração de Weber é maior para 5g? Quando os participantes percebiam inicialmente estímulos com 5g, poderiam calibrar subjetivamente um nível perceptivo mais elevado, do que quando na seqüência eles eram submetidos a perceber estímulos de 2g? Esta diferença pode ter sido significativa para que os sujeitos percebessem melhor os estímulos com espaçamento de 2g?

Para responder a esta questão, outros experimentos podem ser realizados a posteriori, com este estímulo de 5g, e espaçamentos menores e maiores, tais como 1g, 3g, 7g, 9g e uma quantidade de estímulos de comparação maior; ou ainda uma média destes valores.

Em resumo, podemos afirmar que a fração de Weber para discriminação de peso sem a utilização de movimento é menor do que 25%, conforme postulado até a presente data, a movimentação cinética aumenta a percepção de peso e a condição visual aumenta a percepção.

VI Referências

Amazeen, E.L., & Turvey, M.T. (1996). Weight Perception and the Haptic Size-Weight Illusion Are Functions of the Inertia Tensor. Journal of Experimental Psychology 22(1), 213-232.
Bell, C. (1926). On the nervous circle which connects the voluntary muscles with the brain. Philosophical Transactions of the Royal Society of London, 116, 163-167.
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Como citar esse artigo [ISO 690/2010]:
Penha Márcio Rogério Silva José Aparecido da 2013. A influência do movimento e da visão na percepção de peso com indivíduos videntes e videntes vendados [online]. [visto em 25/ 04/ 2019]. Disponível em: http://audiodescriptionworldwide.com/rbtv/a-influencia-do-movimento-e-da-visao-na-percepcao-de-peso-com-individuos-videntes-e-videntes-vendados/.
Revista Brasileira de Tradução Visual

Este artigo faz parte da edição de número volume: 14, nº 14 (2013).
Para conhecer a edição completa, acesse: http://audiodescriptionworldwide.com/rbtv/rbtv-14-sumario.

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