Faculdade particular disponibiliza intérprete de línguas a aluna deficiente auditiva Disponível em: http://pr-mg.jusbrasil.com.br/noticias/3087808/faculdade-particular-disponibiliza-interprete-de-linguas-a-aluna-deficiente-auditiva-compromisso-foi-firmado-com-o-mpf-que-ressaltou-a-obrigatoriedade-de-o-sistema-educacional-prever-e-adotar-medidas-efetivas-de-inclusao-dos-deficientes Comentário: Embora tenho visto muito CAC de baixíssima qualidade, pouca responsividade ao efetivo direito da pessoa com deficiência (com o argumento de operadores do direito que essa escolha de optar-se pelo TAC se dá por razão de rapidez e não judicialização da … Continue reading Faculdade particular disponibiliza intérprete de línguas a aluna deficiente auditiva
undefined
Audio Description Worldwide Consortium

Faculdade particular disponibiliza intérprete de línguas a aluna deficiente auditiva

Faculdade particular disponibiliza intérprete de línguas a aluna deficiente auditiva
Disponível em: http://pr-mg.jusbrasil.com.br/noticias/3087808/faculdade-particular-disponibiliza-interprete-de-linguas-a-aluna-deficiente-auditiva-compromisso-foi-firmado-com-o-mpf-que-ressaltou-a-obrigatoriedade-de-o-sistema-educacional-prever-e-adotar-medidas-efetivas-de-inclusao-dos-deficientes

Comentário:
Embora tenho visto muito CAC de baixíssima qualidade, pouca responsividade ao efetivo direito da pessoa com deficiência (com o argumento de operadores do direito que essa escolha de optar-se pelo TAC se dá por razão de rapidez e não judicialização da demanda), tenho de dar o braço a torcer neste caso.
Os termos são muito que condizentes com o adequado tratamento da pessoa com deficiência. Apenas causa espécie que tendo descoberto que a atitude da IES levou a efetiva negativa de matrícula do outro aluno surdo, parece que nada foi feito.
Não entendo como o MPF ainda não foi mais a fundo para verificar se as universidades estão oferecendo as condições de que nossos alunos com deficiência necessitam. A Universidade Federal de Pernambuco, onde eu sou professor de Educação Inclusiva, certamente não está. Como os cursos estão sendo autorizados, como estão sendo renovados, bem isso não sei!
Francisco Lima

Faculdade particular disponibiliza intérprete de línguas a aluna deficiente auditiva Compromisso foi firmado com o MPF, que ressaltou a obrigatoriedade de o sistema educacional prever e adotar medidas efetivas de inclusão dos deficientes

“São João del Rei. O Instituto de Ensino Superior Presidente Tancredo de Almeida Neves (IPTAN), de São João del Rei, firmou compromisso com o Ministério Público Federal (MPF) de disponibilizar intérprete/tradutor da Língua Brasileira de Sinais a uma aluna portadora de deficiência auditiva, do curso de Pedagogia. Os serviços começaram a ser prestados na segunda-feira, 09 de abril.
O apoio, custeado pela faculdade, será contínuo e integral, ou seja, deverá vigorar em todas as atividades acadêmicas, incluindo aulas, exames e quaisquer outras das quais a estudante tenha de participar durante o curso. A própria metodologia de ensino deverá adaptar-se às suas necessidades, assim como o processo de aplicação e correção das provas e a realização de trabalhos, nos quais o intérprete de líbras deverá ter participação fundamental, auxiliando os professores a encontrar a melhor maneira de transmitir o conhecimento e de aferir a aprendizagem da aluna.
O acordo também prevê que ela seja assistida em seminários, palestras, dias de campo, laboratórios e demais atividades extra-classe oferecidas pelo IPTAN.
“A integração das pessoas portadoras de deficiência no ambiente escolar, regulamentada pelos Decretos 3298/99 e 5626/05, é uma obrigação das instituições de ensino superior, sejam elas públicas ou privadas. Existem, inclusive, portarias do Ministério da Educação que obrigam à verificação do cumprimento de requisitos de acessibilidade por parte das escolas que oferecem cursos superiores, no momento de credenciar, autorizar novos cursos ou renovar a autorização de funcionamento dessas instituições”, informa o procurador da República Antônio Arthur Mendes.
Inclusão efetiva – Segundo ele, “o Decreto 3298/99 prevê que as escolas deverão oferecer adaptações de provas, bem como todos os apoios necessários, inclusive tempo adicional para a realização das provas, conforme as características da deficiência. O Decreto n. 5626/05, por sua vez, estabelece a garantia do atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos em salas de aula. Já a portaria 3.284, de 2003, também obriga que as escolas disponibilizem o intérprete de línguas sempre que solicitado pelo aluno”.
“A Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência visa assegurar ao deficiente uma modalidade de educação escolar voltada às suas necessidades especiais, com um processo flexível, dinâmico e individualizado, sob pena de restar inócua qualquer tentativa de inclusão. Esse perfil está em convergência com as previsões da educação especial contemplada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, diz.
O procurador da República ainda explica que tais medidas visam à efetiva inclusão social das pessoas com deficiência. “Por isso, o Iptan também se comprometeu a estimular ações de integração da aluna com a comunidade estudantil, docentes e funcionários, inclusive por meio da oferta de curso para o ensinamento da Linguagem Brasileira de Sinais, que já está sendo oferecido neste primeiro semestre de 2012, podendo ser repetido no futuro”.
Outra medida a ser adotada pelo Instituto Presidente Tancredo Neves será a inserção, nos formulários de inscrição para o vestibular, de um campo específico para que o candidato informe se é pessoa com deficiência, indicando também a natureza de sua deficiência e requerendo a disponibilização de mecanismos capazes de atenuar ou eliminar as barreiras enfrentadas por sua condição. A partir dessa informação o IPTAN deverá prover as condições adequadas para a realização das provas pelos deficientes, conforme suas necessidades peculiaridades.
Futuros alunos – Durante as apurações, o Ministério Público Federal identificou outro estudante surdo que solicitara formalmente ao IPTAN a disponibilização de intérprete e tradutor de Líbras para apoiá-lo durante as atividades acadêmicas. Como o auxílio foi negado, o aluno preferiu transferir-se para outra instituição de ensino superior.
Diante das evidências de que o Instituto vem adotando como praxe a negativa de reconhecer direitos dos deficientes auditivos, o MPF recomendou ao Instituto que, nos próximos casos de matrícula de deficientes auditivos, seja disponibilizado o intérprete, sem necessidade de prévia avaliação pedagógica, ao contrário do que o IPTAN sinalizou nas discussões que antecederam a assinatura do termo de compromisso.”
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
(31)
No twitter: mpf_mg


Faculdade particular disponibiliza intérprete de línguas a aluna deficiente auditiva
Disponível em: http://pr-mg.jusbrasil.com.br/noticias/3087808/faculdade-particular-disponibiliza-interprete-de-linguas-a-aluna-deficiente-auditiva-compromisso-foi-firmado-com-o-mpf-que-ressaltou-a-obrigatoriedade-de-o-sistema-educacional-prever-e-adotar-medidas-efetivas-de-inclusao-dos-deficientes

Comentário:
Embora tenho visto muito CAC de baixíssima qualidade, pouca responsividade ao efetivo direito da pessoa com deficiência (com o argumento de operadores do direito que essa escolha de optar-se pelo TAC se dá por razão de rapidez e não judicialização da demanda), tenho de dar o braço a torcer neste caso.
Os termos são muito que condizentes com o adequado tratamento da pessoa com deficiência. Apenas causa espécie que tendo descoberto que a atitude da IES levou a efetiva negativa de matrícula do outro aluno surdo, parece que nada foi feito.
Não entendo como o MPF ainda não foi mais a fundo para verificar se as universidades estão oferecendo as condições de que nossos alunos com deficiência necessitam. A Universidade Federal de Pernambuco, onde eu sou professor de Educação Inclusiva, certamente não está. Como os cursos estão sendo autorizados, como estão sendo renovados, bem isso não sei!
Francisco Lima

Faculdade particular disponibiliza intérprete de línguas a aluna deficiente auditiva Compromisso foi firmado com o MPF, que ressaltou a obrigatoriedade de o sistema educacional prever e adotar medidas efetivas de inclusão dos deficientes

“São João del Rei. O Instituto de Ensino Superior Presidente Tancredo de Almeida Neves (IPTAN), de São João del Rei, firmou compromisso com o Ministério Público Federal (MPF) de disponibilizar intérprete/tradutor da Língua Brasileira de Sinais a uma aluna portadora de deficiência auditiva, do curso de Pedagogia. Os serviços começaram a ser prestados na segunda-feira, 09 de abril.
O apoio, custeado pela faculdade, será contínuo e integral, ou seja, deverá vigorar em todas as atividades acadêmicas, incluindo aulas, exames e quaisquer outras das quais a estudante tenha de participar durante o curso. A própria metodologia de ensino deverá adaptar-se às suas necessidades, assim como o processo de aplicação e correção das provas e a realização de trabalhos, nos quais o intérprete de líbras deverá ter participação fundamental, auxiliando os professores a encontrar a melhor maneira de transmitir o conhecimento e de aferir a aprendizagem da aluna.
O acordo também prevê que ela seja assistida em seminários, palestras, dias de campo, laboratórios e demais atividades extra-classe oferecidas pelo IPTAN.
“A integração das pessoas portadoras de deficiência no ambiente escolar, regulamentada pelos Decretos 3298/99 e 5626/05, é uma obrigação das instituições de ensino superior, sejam elas públicas ou privadas. Existem, inclusive, portarias do Ministério da Educação que obrigam à verificação do cumprimento de requisitos de acessibilidade por parte das escolas que oferecem cursos superiores, no momento de credenciar, autorizar novos cursos ou renovar a autorização de funcionamento dessas instituições”, informa o procurador da República Antônio Arthur Mendes.
Inclusão efetiva – Segundo ele, “o Decreto 3298/99 prevê que as escolas deverão oferecer adaptações de provas, bem como todos os apoios necessários, inclusive tempo adicional para a realização das provas, conforme as características da deficiência. O Decreto n. 5626/05, por sua vez, estabelece a garantia do atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos em salas de aula. Já a portaria 3.284, de 2003, também obriga que as escolas disponibilizem o intérprete de línguas sempre que solicitado pelo aluno”.
“A Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência visa assegurar ao deficiente uma modalidade de educação escolar voltada às suas necessidades especiais, com um processo flexível, dinâmico e individualizado, sob pena de restar inócua qualquer tentativa de inclusão. Esse perfil está em convergência com as previsões da educação especial contemplada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, diz.
O procurador da República ainda explica que tais medidas visam à efetiva inclusão social das pessoas com deficiência. “Por isso, o Iptan também se comprometeu a estimular ações de integração da aluna com a comunidade estudantil, docentes e funcionários, inclusive por meio da oferta de curso para o ensinamento da Linguagem Brasileira de Sinais, que já está sendo oferecido neste primeiro semestre de 2012, podendo ser repetido no futuro”.
Outra medida a ser adotada pelo Instituto Presidente Tancredo Neves será a inserção, nos formulários de inscrição para o vestibular, de um campo específico para que o candidato informe se é pessoa com deficiência, indicando também a natureza de sua deficiência e requerendo a disponibilização de mecanismos capazes de atenuar ou eliminar as barreiras enfrentadas por sua condição. A partir dessa informação o IPTAN deverá prover as condições adequadas para a realização das provas pelos deficientes, conforme suas necessidades peculiaridades.
Futuros alunos – Durante as apurações, o Ministério Público Federal identificou outro estudante surdo que solicitara formalmente ao IPTAN a disponibilização de intérprete e tradutor de Líbras para apoiá-lo durante as atividades acadêmicas. Como o auxílio foi negado, o aluno preferiu transferir-se para outra instituição de ensino superior.
Diante das evidências de que o Instituto vem adotando como praxe a negativa de reconhecer direitos dos deficientes auditivos, o MPF recomendou ao Instituto que, nos próximos casos de matrícula de deficientes auditivos, seja disponibilizado o intérprete, sem necessidade de prévia avaliação pedagógica, ao contrário do que o IPTAN sinalizou nas discussões que antecederam a assinatura do termo de compromisso.”
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
(31)
No twitter: mpf_mg

Published by

  • 2012-11-24T19:26:16-03:00
  • Describe it Online
  • http://audiodescriptionworldwide.com/describe-it-online/faculdade-particular-disponibiliza-interprete-de-linguas-a-aluna-deficiente-auditiva/

Leave a Reply